Analisando os pilotos: “Chuck”

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Aos que tiveram o desprazer de ver Duro de Matar 4 neste ano, será quase inevitável não lembrar do filme ao assistir ao piloto de Chuck. O nerd do filme de Bruce Willis é basicamente o mesmo desta nova série, do mesmo criador de The OC e Gossip Girl. A boa notícia é que Chuck tem um piloto excelente, diferentemente do filme de um certo senhor careca.

Eu não sei se é caso de guilty pleasure, mas vendo o episódio, é como ver uma coisa que começa e termina bem, e deixa um futuro promissor no ar. Eu já vi os pilotos de quase todos os (aspirantes a) pesos-pesados da temporada, e nenhum me agradou tanto quanto este. Não, este não é tão maduro quanto o de Mad Men. Não, não é tão esteticamente excepcional quanto o de Pushing Daisies. E não, não tem uma super performance como a de Glenn Close em Damages. Mas, em contrapartida, tem um personagem central que poderia dar margem aos vários e conhecidos clichês – a grande maioria deles fincados pelo Cinema -, só que, ao invés disto, conquista o telespectador e surpreende.

A comparação inicial com Duro de Matar 4 serve para facilitar o entendimento imediato do enredo – trata-se de um nerd (Chuck), que tem uma vida ordinária como atendente da seção de eletrônicos numa loja de departamentos, e de repente descobre que sua vida paralela em frente ao computador (ele próprio vira um computador, ao ver fotos que um conhecido de tempos mandou – O Chamado sem a coisa da maldição, vai!) virou motivo de interesse da CIA e NSA. O piloto é o impacto disso na vida do personagem, e quase todo ele prima pelo bom humor e desenrolar responsável da trama.

O protagonista é interpretado por Zachary Levi, que é a cara do John Krasinski, e que corresponde a cada pedido do roteiro. Sua interpretação não vai ser indicada ao Emmy, nem ao Globo de Ouro, mas vai – espero – fazer de Chuck uma série bem sucedida, porque a série depende dele, e ele não falha. Essa ausência de pretensão está em todo o piloto da série, e são os personagens que mais ganham com isso, porque desenvolvem o necessário e são redondinhos.

É possível (Lei de Murphy) que a delícia do piloto perca-se com uma enxurrada de clichês, e esse é o maior perigo para a série. Intuitivamente, acho difícil acontecer. Pra mim, o negócio é o seguinte: se ao fim da temporada, Chuck tiver funcionado apenas como guilty pleasure (porque o hype ainda não se formou completa e definitivamente), já estará de bom tamanho.

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A Warner transmitirá a série a partir de novembro.

6 Responses

  1. [...] Entrei de Gaiato: Analisando os pilotos: “Chuck” [...]

  2. eu achei mto fraco, o roteiro pra mim não funciona, o namorado da irmã que deveria ser uma das piadas comparativas da série (o perfeito x o nerd) não funciona, o amigo que seria o ‘palhaço’ (mais ou menos como o gordinho de Reaper) não tem graça alguma
    e essa trama central foi fraca e não convenceu…
    eu ia dar mais uma chance mas fui enrolando enrolando e até agora não vi o segundo episódio, vi que não sentia vontade alguma em ver e abandonei a série!

  3. [...] publicado originalmente no weblog Entrei de Gaiato Link Permanente | 11 [...]

  4. Cara eu amei essa série pq ao mesmo tempo é engraçada traz alguma coisa de espião e até um drama…
    Até agora eu estou gostando muito da série…

  5. Já vi os 13 episódios e não vejo a hora desta série voltar… acho que a série foi melhorando cada vez mais…pena que não sabemos até quando vai durar o “strike” dos roteiristas de hollywood, mas vou aguardar..

  6. [...] Texto publicado originalmente no weblog Entrei de Gaiato [...]

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