FINALMENTE… Minhas previsões finais para o Oscar 2008!

UPDATE: Agora, sábado, 15:58h, estou mudando a minha previsão para Melhor Fotografia. De The Diving Bell and the Butterfly, fui para There Will Be Blood. Se eu fizer outro update, avisarei aqui. 

Melhor Filme

MINHA APOSTA: No Country for Old Men. O MOTIVO: Precisa dizer? O filme ganhou tantos prêmios que tornou uma derrota simplesmente inviável. Alguns votantes deram depoimentos para sites, blogs e revistas, e a maioria votou por No Country for Old Men, então aquela teoria de que o final do filme poderia repulsar votos não parece mais válida. EU VOTARIA EM: Bem, eu não vi There Will Be Blood, então meu voto iria mesmo para No Country for Old Men, um filme que eu não gosto muito, mas ainda é melhor que os outros três – aqueles, convenhamos, bem medíocres, né?

Melhor Diretor

MINHA APOSTA: Ethan Coen e Joel Coen, por No Country for Old Men. O MOTIVO: Como na grande maioria dos anos, o vencedor de Melhor Filme e Melhor Diretor vão na mesma direção. Eu posso estar errado, é claro, mas como No Country for Old Men é visto como um filme autoral, não faz sentido receber só o prêmio principal, e não receber este. Se eu fosse medir a “obviedade” nas duas categorias, essa aqui ganharia – por muito pouco, lógico. EU VOTARIA EM: Repito que não vi o filme do Paul Thomas Anderson, e então seria obrigado a votar nos irmãos Coen. Que saudades de Fargo, meus caros.

Melhor Ator

MINHA APOSTA: Daniel Day-Lewis, por There Will Be Blood. O MOTIVO: Quando Day-Lewis perdeu para Adrien Brody, há alguns anos, a interpretação “larger than life” não era a dele, mas sim a do vencedor. Esse ano, o “role of a lifetime”, a interpretação “larger than life”, ou qualquer outro superlativo de sua preferência, só cabe para o ator, que é a minha aposta. E, duh, precisa falar que ele ganhou tudo nesta temporada? EU VOTARIA EM: There Will Be Blood está indicado a oito categorias, então eu não vou ficar repetindo que não vi o filme, ok? Dos que vi, votaria com relutância no Viggo Mortensen. Não gostei muito do “fazer o mínimo” do Clonney (que pula etapas da composição), achei que a olheira do Depp fez um trabalho melhor de interpretação que o próprio Depp e, finalmente, o Tommy Lee Jones não consegue evitar partir para os fáceis caminhos da interpretação emotiva no filme d’ O Noivo do Oscar (a.k.a. Paul Haggis).

Melhor Atriz

MINHA APOSTA: Marion Cotillard, por La Vie en Rose. O MOTIVO: A Marion Cotillard vai ter apoio total dos não-americanos, e eu acho que todos os americanos que viram o filme dela não vão votar em mais ninguém (esqueceu que eles adoram biopics?). Vai acabar sendo o suficiente – ao menos, na minha cabeça. Pôxa, num ano tão fora dos padrões, será que a velha “americanos não gostam de legendas” vai ditar a regra aqui? EU VOTARIA EM: Na Angelin… opa, minha favorita não foi indicada. Então eu vou ter que me render ao trabalho profundo e cheio de vida da Cotillard. Uma das decisões corretas do filme (que eu gostei muito menos que da atriz) foi deixar as músicas originais. Na última cena, por exemplo, a sincronia entre gravação e atriz é tão perfeita e real que você fica pensando “A Cotillard chegou no limite da grandeza da arte daquilo que primariamente é o interpretar”. A voz pode ser não ser dela, mas a alma da personagem é a mesma da voz. Tem gente renegando isso por ódios às biopics, não necessariamente à atriz.

Melhor Ator Coadjuvante

MINHA APOSTA: Javier Bardem, por No Country for Old Men. O MOTIVO: Ele é provavelmente a razão do sucesso do filme, e parece ter impacto com a grande maioria das pessoas (não teve comigo). Ganhou quase todos os prêmios da temporada, colocando a possibilidade de derrota na beira do impossível. EU VOTARIA EM: Para minha própria surpresa, meu voto iria para o Phillip Seymour Hoffman, que está excepcional num filme terrível. (Mas se eu fosse de fato membro da Academia, votaria no Hal Holbrook, que está ótimo e o único com “chances” além do Bardem. Eu faria de tudo para o Bardem não ganhar por esse papel bagunçado com uma interpretação rasa e superestimada.)

Melhor Atriz Coadjuvante

MINHA APOSTA: Ruby Dee, por American Gangster. O MOTIVO: Para bater com o clássico 3/4 entre as categorias de atuação do SAG e do Oscar, e também porque ela é uma figura querida e, principalmente, americana (a outra americana dentre as indicadas é Amy Ryan, que, eu suspeito, não tem as mesmas chances de Ruby Dee). Mas como você já leu em outros lugares, todas as indicadas podem ganhar. EU VOTARIA EM: Na Amy Ryan, sem nem pensar duas vezes. E, para minha surpresa, o motivo não é meu fanatismo por The Wire! A interpretação dela em Gone Baby Gone (que é bem ruim) é a mais bem desenvolvida da lista de indicadas, a mais marcante sem ser mais expressiva que a personagem pede. Que orgulho!

Melhor Roteiro Original

MINHA APOSTA: Juno. O MOTIVO: Pop demais para ser ignorado. E, ultimamente, as comédias da temporada vêm ganhando prêmios de roteiro, vide Little Miss Sunshine, Sideways… E o suposto backlash de Juno furou antes de ganhar solidez. EU VOTARIA EM: Não vi The Savages, e Lars and the Real Girl só vou ver amanhã (não te conto como!), então eu votaria no roteiro de origem polêmica, mas de primor inegável, de Ratatouille. Aliás, só de escrever o nome do filme já de vontade de vê-lo de novo. Engraçado, né?

Melhor Roteiro Adaptado

MINHA APOSTA: There Will Be Blood. O MOTIVO: Ok, é um “No Guts, No Glory”, e apostas desse tipo normalmente não tem grandes motivos por trás, mas eu vou tentar desenhar um. Digamos que eu acredito na admiração maciça que a Academia vai ter pelo filme do PTA, e eles vão procurar dar um prêmio para o diretor. Nesta categoria, os Coen já têm um Oscar, o roteirista de Diving Bell também, e o PTA já fui duplamente indicado e nunca ganhou. Suspeito que para essa categoria, “amor” pelo filme não é preciso; “admiração” é mais que suficiente – e não dizem que o filme gera mais admiração que amor? Aqui reside minha aposta. (E o Day-Lewis dizendo que foi o “PTA escritor” que o atraiu pelo filme deve ter um ótimo marketing, hein?) EU VOTARIA EM: Provavelmente em There Will Be Blood, porque mesmo não tendo visto o filme, eu li o roteiro, e achei espetacular. Se esse tipo de voto em filme que não vi não vale, então ficaria com Away from Her.

Melhor Direção de Arte

MINHA APOSTA: There Will Be Blood. O MOTIVO: Fiquei entre There Will Be Blood e Atonement, e a decisão foi tomada comparando os nomes por trás das direções de arte de ambos os filmes. Acho que a Academia vai votar no Jack Fisk. E o filme já ganhou a aprovação do ADG, logo… EU VOTARIA EM: The Golden Compass. Só por aquele início, naquela universidade, já teria meu respeito – mas, claro, não é só por aquilo.

Melhor Fotografia

MINHA APOSTA: There Will Be Blood. O MOTIVO: Não, a Academia não vai ignorar mais uma vez tanto o Deakins quanto o Elswit. Um deles vai ganhar alguma coisa, pode ter certeza. E eu acho que, por não correr o risco de split na hora dos votos, o Elswit leva. A favor dele, conta ainda a vitória no ASC, o guild dos fotógrafos. (E na contagem final das minhas previsões, dá TWBB com 4 e NCFOM igualmente com 4. Vai dizer que não é a cara do Oscar?) EU VOTARIA EM: Pior que, mesmo não gostando do filme, teria que votar por Diving Bell nesta categoria. A fotografia é cheia de experimentos, e ocasionalmente genial.

Melhor Figurino

MINHA APOSTA: Atonement. O MOTIVO: Como toda a Academia vota nesta categoria, acredito que o ícone do filme, o tal vestido verde, vai determinar o resultado da categoria, mesmo sem uma vitória no CDG. EU VOTARIA EM: Across the Universe. Fazer vestidos gigantescos em filmes de época, ou roupas de gala, está ficando meio banal, boring. Quero ver alguém fazer figurinos tão bons para um filme como Across the Universe, que não exige nem exagero nem glamour. A highlight para a figurinista é certamente na cena do circo – genial, lá.

Melhor Montagem

MINHA APOSTA: No Country for Old Men. O MOTIVO: O filme não ganhou o ACE porque o tal Roderick Jaynes não é cadastrado no guild, assumamos, e The Bourne Ultimatum era a alternativa óbvia. E mesmo assim, acho que o ACE ocorreu tarde demais para mudar o resultado do Oscar (dois dias antes do fechamento da votação). Antes disso, ainda pairava no ar a idéia de coolness em torno da besta interrogação “Como será que os Coen vão receber esse prêmio, já que eles são as pessoas por trás do pseudônimo de Roderick Jaynes?”. Ah, a Academia! EU VOTARIA EM: Estou entre Bourne e No Country. Talvez Bourne, não sei.

Melhor Maquiagem

MINHA APOSTA: La Vie en Rose. O MOTIVO: Hmmm, vocês acham que Norbit, o filme que tirou o Oscar do Eddie Murphy no ano passado, vai ganhar alguma coisa? Nunca. Mesmo se a Cotillard perder o Oscar de Melhor Atriz, essa categoria é garantida para La Vie en Rose. Lembram de Frida? EU VOTARIA EM: Jamais em Norbit, o pior filme do ano passado, mesmo com uma boa maquiagem. La Vie en Rose, certamente, com a Cotillard irreconhecível na fase idosa de Piaf.

Melhor Trilha Sonora

MINHA APOSTA: Atonement. O MOTIVO: Quando a trilha de um filme indicado a Melhor Filme é a favorita para vencer, ela vence (ano passado, a de The Queen não era). E a trilha de Atonement não é só querida pelo branch musical – parece unânime. EU VOTARIA EM: Muito difícil. Passo. Ratatouille, Atonement e The Kite Runner estão dividindo a minha cabeça.

Melhor Canção Original

MINHA APOSTA: Falling Slowly, de Once. O MOTIVO: As de Enchanted devem se anular (embora o mesmo compositor de todas elas tenha ganho numa outra ocasião em que ele estava indicado duplamente), e a de August Rush tem cara de perdedora, não acham? A de Once combina com o padrão de músicas que a Academia tem escolhido nesta década. EU VOTARIA EM: Talvez na de August Rush, mas teria que ouvir todas elas mais uma vez para decidir.

Melhor Edição de Som

MINHA APOSTA: Transformers. O MOTIVO: A Academia gosta de barulho, e neste filme, é o que não falta. “Oh, aquela barulheira me deu até dor de cabeça… Excelente!”. EU VOTARIA EM: Ratatouille. A Pixar tem meu voto eterno nessa categoria.

Melhor Mixagem de Som

MINHA APOSTA: Transformers. O MOTIVO: Dessa vez, não é por causa do barulho; é porque por trás do barulho há uma história, envolvendo o cara mais vezes indicado ao Oscar, e mais vezes derrotado. Falam do caso do Kevin O’Connel desde que saíram as indicações, e tanto, que comecei a acreditar numa vitória dele. EU VOTARIA EM: Nessa categoria, acho que entraria na onda de finalmente premiar o O’Connel, por Transformers.

Melhores Efeitos Visuais

MINHA APOSTA: Transformers. O MOTIVO: Ganhou o VES e é impressionante visualmente. Não tem como perder (eu acho). EU VOTARIA EM: The Golden Compass, só por causa da luta dos ursos, a melhor cena de CGI do ano passado.

Melhor Animação

MINHA APOSTA: Ratatouille. O MOTIVO: Sei lá o motivo. Qualquer um. Pode ser as outras indicações do filme ou qualquer outra coisa. Este é o lock do século. EU VOTARIA EM: Ratatouille, o único filme genial e inteligente dentre os indicados (ficou em segundo lugar no meu top 10 do ano passado).

Melhor Filme Estrangeiro

MINHA APOSTA: The Counterfeiters. O MOTIVO: Não tem coisa mais sem graça que perder tempo vendo quatro dos cinco indicados para apostar no mesmo filme que a maioria. Mas o fato é que a Academia gosta de filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, e embora Katyn também seja sobre isso, The Counterfeiters é o que termina mais “esperançoso”. É o final do filme que seals the deal nessa categoria. (Se há um spoiler aqui, é Beaufort, vale avisar.) EU VOTARIA EM: The Counterfeiters, mesmo. Mas sem muita empolgação. Quem dera 4 Months, 3 Weeks and 2 Days fosse um dos indicados…

Melhor Documentário

MINHA APOSTA: No End in Sight. O MOTIVO: Que a guerra do Iraque ia acabar sendo o tema do documentário vencedor no último ano do Governo Bush, a gente já sabia há alguns anos. Coincidentemente, este também tem sido o documentário mais premiado da temporada. EU VOTARIA EM: Sicko, o melhor documentário que Michael Moore já fez. E que não parece uma edição do Globo Repórter, como No End in Sight. Pronto, falei.

Melhor Curta Documentário

MINHA APOSTA: Freeheld. O MOTIVO: Não vi nenhum dos indicados, mas pelo que li, a história de Freeheld parece mais oportuna. Continua sendo um chute, de qualquer forma. EU VOTARIA EM: Não votaria.

Melhor Curta Animado

MINHA APOSTA: Peter and the Wolf. O MOTIVO: Fiquei entre Peter and the Wolf e Even Pigeons Go to Heaven, mas o primeiro deve impressionar mais, pelas virtudes técnicas. EU VOTARIA EM: Even Pigeons Go to Heaven, que é brilhante. (Só não vi I Met the Walrus.)

Melhor Curta de Ficção

MINHA APOSTA: The Tonto Woman. O MOTIVO: Assim como em Curta Documentário, foi uma questão de ler sobre o que se tratava cada curta, e escolher um pela sinopse. Seja o que Deus quiser. EU VOTARIA EM: Não votaria.

5 Responses

  1. interessante.

    eu ainda estou pensando em algumas categorias, vou acabar publicando as minhas só amanhã de manhã, mesmo.

  2. [...] Não Têm Vez é o filme mais prestigiado pelos blogueiros, incluindo o Fabio, o Felipe, a Fer, o Gustavo, o Luciano, o Wanderley e o Weiner. Ninguém apostou em Juno ou Desejo e [...]

  3. Eu não consigo apostar na Ruby Dee. A atuação dela no filme é algo simplesmente “esquecível”. De resto, a gente está bem parecido nas apostas.

  4. Melhor Filme
    Onde os Fracos não têm Vez

    Melhor Ator
    Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)

    Melhor Atriz
    Julie Christie (Longe Dela)

    Melhor Ator Coadjuvante
    Javier Bardem (Onde os Fracos não têm Vez)

    Melhor Atriz Coadjuvante
    Tilda Swinton (Conduta de Risco)

    Melhor Diretor
    Ethan Coen, Joel Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez)

    Melhor Roteiro Original
    Juno (Diablo Cody)

    Melhor Roteiro Adaptado
    Sangue Negro (Paul Thomas Anderson)

    Melhor Fotografia
    O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (Roger Deakins)

    Melhor Edição
    The Bourne Ultimatum

    Melhor Direção de Arte
    Sangue Negro (Jack Fisk)

    Melhor Figurino
    Desejo e Reparação (Jacqueline Durran)

    Melhor Maquiagem
    Piaf – Um Hino ao Amor (Didier Lavergne, Loulia Sheppard)

    Melhor Trilha Original
    Na Natureza Selvagem (Michael Brook, Kaki King, Eddie Vedder)

    Melhor Canção Original
    Once (Falling Slowly)

    Melhor Edição de Som
    Transformers (Kevin O’Connell, Greg P. Russell, Peter J. Devlin)

    Melhor Mixagem de Som
    Transformers

    Efeitos visuais
    Transformers (Scott Farrar, Shari Hanson, Russell Earl, Scott Benza)

    Melhor Animação
    Ratatouille (Brad Birdi)

    Melhor filme estrangeiro
    Fälscher, Die (Áustria)

    Melhor Documentário
    Sicko

  5. Melhor Trilha Original ***
    Ratatouille

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